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VARAS EMPRESARIAIS DE LONDRES JULGAM CASOS RELACIONADOS A 93 PAÍSES

As varas empresariais de Londres julgaram, entre abril de 2024 e março de 2025, casos relacionados a 93 países — um recorde de nacionalidades e também o terceiro aumento anual consecutivo. É o que mostra um relatório lançado nesta terça-feira (20/5) pela empresa britânica de consultoria Portland.

Wikimedia Commons
Vista aérea da cidade de Londres

Pesquisa foi feita por consultoria britânica Portland com base em dados de instituto de informações jurídicas

O Relatório das Varas Empresariais 2025 é a 13ª edição da publicação anual, produzida com base em dados do Instituto de Informações Jurídicas do Reino Unido e da Irlanda.

A proporção de litigantes de fora do Reino Unido e que não pertencem à União Europeia foi de 45,5% no período analisado, a maior porcentagem já registrada.

 

De acordo com Simon Pugh, sócio e chefe da área de Litígios e Disputas da Portland, o relatório indica que Londres consolidou sua reputação como um centro confiável para resolução de disputas comerciais em meio às incertezas globais.

Conforme a publicação, o número de litigantes dos Emirados Árabes Unidos (EAU) nas varas empresariais londrinas cresceu 113% (mais do que dobrou) nos últimos dois anos e atingiu seu ápice histórico. Graças a cláusulas de eleição de foro, ações em que ambas as partes são emiradenses estiveram entre as mais frequentes nesses juízos.

Para a consultoria, isso aponta que Londres se tornou um foro conceituado para disputas dentro do Golfo Pérsico e que empresas da mesma jurisdição cada vez mais se voltam à capital do Reino Unido para resolver seus conflitos.

 

O ranking de países estrangeiros com mais ações nas varas empresariais londrinas é liderado pelos EAU, com 68 partes. Em seguida, pelo quarto ano consecutivo, aparecem os Estados Unidos, com 66. A Rússia fecha o pódio com 60.

O número de partes russas nessas varas também mais do que dobrou em comparação com o último ano e bateu recorde na série histórica iniciada em 2018. Um total de 27 empresas russas haviam levado suas ações para Londres em 2024.